segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pregação: Mateus 3.13-17 Leitura: Isaias 42.1-9; (Atos 10.34-48) Texto: Mateus 3.13-17

Pregação realizada na 1º Congregação Reformada em Prazeres. No dia 09/01/2011. Ministrada pelo pastor da igreja reformada : Julius, que está apoiando as igrejas reformadas no Brasil.


Mateus 3.13-17
Leitura: Isaias 42.1-9; (Atos 10.34-48)
Texto: Mateus 3.13-17

Amada Congregação o do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo,
O nosso texto – Mateus 3.13 começa na forma abrupta.  Depois do nascimento de Jesus, Mateus escreve nada sobre a sua vida, e temos que ler Lucas para aprendermos que Jesus morava em Nazaré, obedecia os seus pais, e crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lucas 2:51, 52).   No nosso texto, Jesus ja tem a cerca de 30 anos de idade.  Ele saiu da sua casa em Nazaré no norte e dirigiu-se para o Jordão onde João estava batizando os humildes com o batismo de arrependimento.  O texto que descreve o batismo do Senhor Jesus È um texto que dar a prova de Trindade, pois vemos as Três Pessoas distintas: o Pai (nos céus falando), o Filho (na agua) e o Espírito Santo (descendendo).  Porem, hoje, vamos considerar este texto na historia de redenção, o – como um evento histórico num lugar especifico.  O que é o propósito e a mensagem do batismo de Jesus para nós?  Por que dirigiu-se Jesus para o Jordão?  Prego o evangelho de Jesus Cristo sob o tema seguinte:
O dedo de Deus Todo-Poderoso indica que Jesus È o Messias Prometido.
Vemos que Jesus È:
1. Batizado por João.
2. Ungido pelo Espírito Santo.
3. Confirmado dos céus
1. Jesus È batizado por João.
Mateus 3.13 começa com as palavras: “Por esse tempo” que significam, “quando João estava batizando os que confessaram os seus pecados e cometeram-se ao arrependimento”.  Mateus diz explicitamente que Jesus veio de Galileia, porque ninguém esperava que uma profeta viria de Galileia, especialmente da cidade de Nazaré (Veja Jo„o 7.41, 52).  não era uma expressão de cortesia ser chamado um “Nazareno” ou um “Galileiano”.  Galileia fica distante de Jerusalém e Belém, as cidades que eram os centros da religião e história.  O Senhor Jesus não tinha credenciais impressionantes – era um homem humilde que veio duma cidade humilde.  Entao, o o nosso texto È uma revelação de Jesus ao mundo – para a primeira vez.
Não obstante, quando chegou Jesus, João questionou os motivos de Jesus.  Perguntou João se Jesus entendesse a vontade do Senhor.  Até João tentou impedir Jesus, e com um atitude humilde João perguntou: “Eu È que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”  João acabou de dizer em Mateus 3.11: “aquele que vem depois de mim È mais poderoso do que eu, cujas sandalias não sou digno de levar” (Mateus 3.11).  Entendemos a pergunta de João no nosso texto: Se ele não seja digno de levar as sandalias de Jesus, seria que ele possa batizar o Senhor Jesus?  E mais, a gente tem que entender que o batismo de João era diferente do que os batismos nas Igrejas de hoje.  O batismo de João não era um sinal do relacionamento pactual – todos que vieram ao João ja tinham aquele sinal da aliança na sua circuncisão.  Antes, o batismo de João È chamado o batismo de arrependimento, e significava que os crentes tinham que passar pela morte por causa dos seus pecados. Os que foram batizados por João mostraram que reconheceram os seus pecados e que eles merecerem a morte! Por isso, João questionou Jesus, e João tem raz„o pois Jesus não precisava ser batizado no Jordão por causa dos seus pecados . . . Ele vivia sem pecado.
Então perguntamos, porque dirigiu-se Jesus da Galileia para o Jordão a fim de que Jo„o o batizasse?  Veja o que Jesus diz: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça”. João tinha raz„o, o batismo não era necess·rio por causa da pessoa de Jesus, pois Ele era perfeito; mas João tinha que aprender que o batismo era necessario para o trabalho de Jesus – a sua tarefa e função – Jesus veio para fazer algo para nós – Ele veio para fazer aquilo que não pudemos fazer: ele veio para cumprir as exigências da justiça de Deus!  O nosso texto mostra a disposição de Jesus de fazer a vontade do Senhor, até neste modo todo humilde.
Ha uma ligação entre o batismo de Jesus e a sua obediencia; Em primeiro lugar, aquele batismo mostrou a sua prontidão e disposição de morrer para os pecados do homem.  Ja no começo, neste batismo, Jesus mostrou que embora nao precisa morrer para si mesmo, Ele tinha a vontade de morrer em favor de outros! Em segundo lugar, este batismo mostrou que Ele era o verdadeiro israelita, o segundo Adão, que faria o que o povo anterior nunca fez!  Jesus representava o povo de Israel, a Igreja dos crentes, e cumpriu a vontade do Senhor por ela e no lugar dela.   O ponto È que por causa do seu amor para conosco, Jesus cumpriu toda a justiça . . . e não È necesa·rio para nós fazermos aquilo que ja foi feito por Ele.  Somos livres das exigÍncias da lei por causa do trabalho de Cristo quando Ele estava na terra!  Lemos os evangelhos com este entendimento . . . eles mostram Jesus fazendo o que o povo deveria ter feito, mas n„o conseguiu!  Os evangelhos mostram a obediencia ativa de Jesus – como ele cumpriu as exigencias da lei em favor de nos – obedecemos a lei não para que formos salvos . . . mas porque somos salvos.  A mensagem do evangelho È que Jesus toda a justiça.
Lemos as palavras em versÌculo 15: “Então o admitiu”.  Não sabemos se João chamou Jesus ao arrependimento (cf. 3.8), ou se Jesus confessou pecado (cf. 3.6), mas o batismo de João falou sobre a necessidade destas coisas na vida da pessoa que foi batizada.  … incrÌvel ver a humildade de Jesus neste batismo!  Que contraste aos lideres que não confessaram as suas fraquezas e a sua necessidade de morrer por causa dos seus pecados!  Mas Jesus, o homem humilde de Galileia, que era perfeito . . . Ele foi batizado por João!  Ele entrou as ·guas que significavam a punição de Deus contra pecado!  Nesta forma simbolica Jesus mostra que È disposto submeteu-se ‡ ira de Deus contra pecado, embora era inocente!  … memor·vel . . . Jesus submergiu-se nas ·guas do Jordão e o peso dos nossos pecados estavam nos seus ombros . . . Jesus submergiu-se nas aguas de Jordão e isto significa que Jesus Cristo . . . era morte por causa do pecado?  Que humildade!  Que preparação para o evangelho da cruz!  Ta vendo a profecia de Jesus nesta ação?  Ta vendo a manifestação do evangelho nesta submerssão na agua?  Confessamos que Jesus sofreu debaixo da ira de Deus contra pecado desde do inicio da sua vida – no momento do seu batismo podemos ver este sofrimento em cores vivas – È uma confirmação que Jesus Cristo sofreu debaixo da ira do SENHOR por causa dos nossos pecados !  E na sua resposta ‡ obediencia de Jesus, Deus o preparou para a tarefa de cumprir toda a justiça e
2. Jesus È ungido com o Espírito Santo
Lemos em versÌculo 16: “Batizado Jesus, saiu logo da agua, e eis que se lhe abriram os céus”.  O que aconteceu?  Como È possÌvel que os céus se abriram?  Outros lugares da Bíblia explicam que os cÈus abriram-se para que olhar o homem as coisas nos céus – os céus abriram-se para Ezequiel, Estevão, e João quando João estava na ilha de Patmos.  No nosso texto, os céus abriram-se para fazer uma ligação entre os céus e a terra – e a glória do SENHOR foi visÌvel!  Não sabemos o que foi visto – parece uma grande luz?  Todo mundo percebeu paz e alegria?  Ouviram corais dos anjos cantando?  Não sabemos.  O ponto È que o SENHOR Todo-Poderoso agiu na forma visÌvel e indubitável.  Em 1 João lemos que no momento do batismo de Jesus, João também viu os céus abriram-se.  E lemos no texto, “viu o Espírito de Deus descendo, como pomba, vindo sobre ele”.  O que significa a pomba?  Alguns dizem que a pomba È o passaro que representa a mudança e transição do juizo para esperanÁa (lembrando da pomba na Època de NoÈ), mas o nosso texto não explica assim.  Lemos que o Espírito descendeu como pomba – È uma descrição da maneira de descer.  A pomba é leve e gracioso no movimento – o Espírito Santo desceu dos céus levemente – com movimento fluido ou fluente.  Assim como o óleo que foi derramado nas cabeça dos reis e sacerdotes na sua unção, o Espírito de Deus desceu dos céus sobre Jesus. Jesus foi ungido pelo Espírito Santo.
 No Antigo Testamento, os reis, sacerdotes e o profeta IsaÌas foram ungidos com óleo.  Aquele óleo simbolizou que o SENHOR derramou o seu Espírito Santo sobre eles.  A pessoa que foi ungida, foi designada ser o representante de Deus, e o óleo significava a presenÁa e a orientaÁ„o do Espírito Santo na tarefa deles.  E cada unção no Antigo Testamento prefigura o Ungido que È Jesus Cristo.  A palavra hebraico, “Messias” significa o Ungido; a palavra grega “Cristo” significa o Ungido – e como o Antigo Testamento deixa claro – todos os judeus fieis esperavam ansiosamente para uma pessoa que ser· ungido por Deus – o Salvador.  Lemos uma profecia deste homem ungido em Isaias 42.1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgar· o direito para os gentios”.  Mais em frente na mesma profecia de IsaÌas, lemos em Isaias 61.1: “O Espírito do SENHOR Deus est· sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados”.  Notamos que Jesus usou estas passagens do Antigo Testamento para descrever o seu trabalho (cf. Mateus 12.15-21; Lucas 4.18-19).  Jesus foi ungido com o Espírito Santo – houve um sinal para João que Jesus foi o Filho de Deus (Jo„o 1.32-33), o Messias Prometido, o Cristo de Deus!
Mas a unção de Jesus não era somente uma prova da sua legitimidade, e a unção de Jesus tem a ver com a sua tarefa.  O Espírito Santo conduz e dirige Jesus a fazer v·rias coisas – o Espírito orientou Jesus para que andar em justiça perante do SENHOR; o Espírito Santo mostrou Jesus o que deve fazer.  As profecias deixam claro – Isaias mostra que Jesus foi ungido para um propósito especial: “para pregar boas novas aos quebrantados, curar os quebrantados de coração, proclamar libertação aos cativos e por em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitavel do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; consolar todos os que choram e a por sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espÌrito angustiado” (IsaÌas 61.1-3).  Assim como os oficias no Antigo Testamento, Deus prepara e orienta o Senhor Jesus pelo Espírito Santo.  O Espírito Santo ajuda o Filho de Deus a fim de que realizar a Sua tarefa na terra.  Em Lucas 4.1 lemos, “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto”.  Imediatamente depois da unção do EspÌrito Santo no seu batismo, o EspÌrito Santo começou a orientar Jesus no caminho de obediencia.  Por isso, quando Pedro fala sobre o batismo de Jesus na pregação ao Cornélio, ele diz: “Vos conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judeia, tendo comeÁado desde a Galileia, depois do batismo que Jo„o pregou, como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o EspÌrito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.37-38).  Jesus começou o seu ministério como um oficial que foi ordenado por Deus, e que foi preparado no seu batismo pela unção do Espírito Santo, a fim de que completar a sua tarefa no reino de Deus.  Jesus fez tudo porque o SENHOR estava com ele.
Os membros de Cristo, os que creem nEle com os seus corações e fazem parte da Igreja de Cristo, compartilham na unção de Jesus Cristo – o Espírito Santo que foi derramado sobre o nosso Senhor Jesus Cristo, também È derramado sobre nós . . . a Igreja de Cristo.  João explicou que Jesus batizaria o povo com o Espírito Santo, e o seu povo recebeu aquele batismo no Pentecostes.  Em 1 Jo„o 2.20 e 27 o Senhor nos instrui que a nossa unção em Cristo È muito importante para nós – porque È uma garantia que partilhamos em todo o trabalho de Jesus Cristo – a sua justiça torna-se a nossa justiça, a sua obediencia torna-se a nossa obediencia. Em Cristo somos ungidos pelo Espírito Santo e temos o Espírito Santo nos orientando!  Isto È o evangelho da graça, e por isso o voz do SENHOR, que veio dos cÈus, chama atenção a este homem de Galileia – Ele È o Messias, o Cristo, o Ungido – o nosso Salvador!
3. Jesus È confirmado dos cÈus.
Em versÌculo 17 lemos: “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este È o meu Filho amado, em quem me comprazo”.  Reconhecemos que aquela voz anunciou a natureza do homem ‡ vista de todos.  Era um homem simples e humildes l· na agua; não tinha nada para nos atrair; sabemos que aquele homem veio de Galileia e talvez alguns conheceram os seus pais – Viram um homem ficando em pÈ pelo Jord„o.  Ent„o o voz dos céus era muito importante, porque confirmou quem foi aquela pessoa na ·gua – Ele não È somente um homem . . . Ele È o Filho amado de Deus Santo!   O voz do SENHOR deixou claro que Jesus, o homem de Nazare, o filho de Maria e José, Jesus È majestoso alem da compreens„o do homem!
As portas dos céus abriram-se, e a glória do SENHOR transbordou para alcansar a terra na região do Jordão – a voz do SENHOR encheu os céus e declarou que Jesus Cristo È o Filho Amado de Deus!  Na monte da Tranfiguração, Deus repete esta declaração, veja Mateus 17:5, “e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este È o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi”.  E a voz do SENHOR tinha muitas consequencias na vida dos crentes.  Pedro escreve na sua carta varios anos depois da ascens„o de Cristo, “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo segundo fabulas engenhosamente inventadas, mas nos mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu da parte de Deus Pai, honra e glÛria, quando pela GlÛria Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este È o meu Filho amado, em quem me comprazo” (2 Pedro 1.16-18).  Sim, para qualquer pessoa que tem ouvidos e olhos, nao existe nenhuma da vida: Jesus Cristo È o Filho de Deus!  Foi enviado dos céus, e Ele È o nosso Salvador.
A voz dos céus era importante para o Senhor Jesus também.  Em primeiro lugar, Jesus poderia experimentar a proximidade do Senhor.  Jesus desejava glorificar a Deus na sua vida, e com esta confirmação dos céus, Ele tinha certeza que o SENHOR si mesmo estava olhando dos céus para aquele parte pequena da sua criação, para o rio pequeno correndo no país pequeno no Meio Oriente.  Jesus n„o viu os anjos no campo, nem o anuncio para Maria – mas no momento do seu batismo e ordenação, no começo do ministério dele na terra, o Pai celestial o fortalece a dizer: “Tu Ès o homem que escolhi!” Deus si mesmo o confirmou no seu oficio.
Em segundo lugar, com estas palavras, Deus deixa claro que Jesus o filho de Maria era o homem que Ele escolheu para cumprir o plano da salvação.  Deus diz a todos: Jesus È o Bom Pastor, o lÌder do povo que traria salvação e redenção; Jesus, o homem humilde que foi batizado com o batismo de arrependimento como se fosse um pecador indigno – Jesus, ungido pelo Espírito Santo, È o Filho amado de Deus que foi antecipado no Antigo Testamento – Jesus esmagar· a cabeça da serpente, Ele È o Rei eterno . . . sim, aquele homem nas sandalias . . . tinha uma tarefa grande para salvar o povo de Deus do inferno eterno.  Irmãos e irmãs – veja o seu Salvador e cristo!  Veja o filho amado do SENHOR, que foi escolhido e santificado para servir ao reino de Deus, desde de eternidade.  O homem Jesus dirigiu-se da Galileia para o Jordão com um proposito especifico e importante.  Veio para que cumprir o plano de Deus.  Na sua humildade e na sua obediencia ‡ vontade de Deus, foi ungido para ser preparado a fazer a sua tarefa ‡ glória de Deus.  O Senhor apontou o seu dedo a Ele dos céus e nos manda: “Veja Jesus, olhe a Jesus Cristo para a sua salvação.  Ele far· tudo que Deus manda – Ele cumprir· todas as leis e profecias do Antigo Testamento – Ele cumprir· toda a justiça.  Ele È o homem perfeito e inocente, o Cristo que obter· santidade, justiça e obediencia para vocês.  Olhe a Ele, crÍ nEle e vocÍs viver„o na minha presença para toda a eternidade!  A justiça dEle È perfeita e nos salva!  Amém.

As Marcas de uma igreja saudável.

Marcas de uma igreja saudável: Marca 1 - Pregação Expositiva
Mark Dever

O ponto para começar a falar sobre as marcas da igreja saudável é onde Deus começa conosco – o modo como Ele fala conosco. Foi por aí que a nossa própria saúde espiritual veio, e é por esse caminho que a saúde de nossas igrejas virá também. Especialmente importante para qualquer um que esteja na liderança de uma igreja, mas particularmente para o pastor, é um compromisso com a pregação expositiva, um dos mais antigos métodos de pregação. Trata-se da pregação cujo objetivo é expor o que é dito em uma passagem particular da Bíblia, explicando cuidadosamente seu significado e aplicando-o à congregação (veja Neemias 8:8). Existem, evidentemente, muitos outros tipos de pregação. Sermões tópicos, por exemplo, coletam tudo o que a Bíblia ensina sobre um único assunto, como a oração ou a contribuição. A pregação biográfica aborda a vida de alguém na Bíblia e retrata-a como uma demonstração da graça de Deus e como um exemplo de esperança e fidelidade. Mas a pregação expositiva é algo diferente - uma explicação e aplicação de uma porção particular da Palavra de Deus.

"(...) os pregadores cristãos de hoje têm autoridade para falar da parte de Deus somente se proclamarem as palavras dEle."A pregação expositiva presume uma convicção na autoridade da Bíblia, mas é algo mais. Um compromisso com a pregação expositiva é um compromisso de ouvir a Palavra de Deus. Assim como os profetas do Antigo Testamento e os apóstolos do Novo Testamento não receberam apenas uma ordem para ir e falar, mas uma mensagem específica, os pregadores cristãos de hoje têm autoridade para falar da parte de Deus somente se proclamarem as palavras dEle. Assim, a autoridade do pregador expositivo começa e termina com as Escrituras. Às vezes as pessoas podem confundir pregação expositiva com o estilo de um pregador expositivo predileto, mas não é fundamentalmente uma questão de estilo. Como outros já observaram a pregação expositiva não é tanto sobre como nós dizemos o que dizemos, mas sobre como nós decidimos o que dizer. Não é marcada por uma forma particular, mas por um conteúdo bíblico.

Pode-se aceitar alegremente a autoridade da Palavra de Deus e até mesmo professar a convicção na inerrância da Bíblia; ainda assim se na prática (propositalmente ou não) alguém não prega expositivamente, nunca pregará além do que já sabe. Um pregador pode tomar um trecho das Escrituras e exortar a congregação em um tópico que é importante sem que ele realmente pregue o ponto abordado na passagem. Quando isso acontece, o pregador e a congregação só ouvem nas Escrituras o que eles já sabiam.

"Como outros já observaram a pregação expositiva não é tanto sobre como nós dizemos o que dizemos, mas sobre como nós decidimos o que dizer."Em contrapartida, quando pregamos uma passagem das Escrituras no contexto, expositivamente - tomando o ponto da passagem como o ponto da mensagem - nós ouvimos de Deus coisas que nós não pretendíamos ouvir quando começamos. Desde a chamada inicial ao arrependimento até a área de nossas vidas em que o Espírito nos condenou recentemente, a nossa salvação inteira consiste em ouvir a Deus de modos que nós, antes de ouvi-lO, nunca teríamos adivinhado. Esta submissão extremamente prática à Palavra de Deus deve ser evidente no ministério de um pregador. Não se deixe enganar: em última instância, é responsabilidade da congregação assegurar que as coisas sejam assim (observe a responsabilidade que Jesus põe sobre a congregação em Mateus 18, ou Paulo em 2 Timóteo 4). Uma igreja jamais pode colocar como supervisor espiritual do rebanho uma pessoa que não demonstra na prática um compromisso claro em ouvir e ensinar a Palavra de Deus. Agir assim é impedir inevitavelmente o crescimento da igreja, praticamente encorajando-a a só crescer até o nível do pastor. Se assim for, a igreja será conformada lentamente à mente dele, em vez de ser conformada à mente de Deus.

O povo de Deus sempre foi criado pela Palavra de Deus. Da criação em Gênesis 1 até a chamada de Abraão em Gênesis 12, da visão do vale dos ossos secos em Ezequiel 37 até a vinda da Palavra Viva, Deus sempre criou o Seu povo através da Sua Palavra. Como Paulo escreveu aos romanos, “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (10:17). Ou, como ele escreveu aos coríntios, "Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação" (1 Cor. 1:21).

"Uma igreja construída sobre a música – seja qual for o estilo - é uma igreja construída sobre a areia."A pregação expositiva sadia freqüentemente é o manancial de crescimento em uma igreja. Na experiência de Martinho Lutero, tal atenção cuidadosa para com a Palavra de Deus foi o princípio da reforma. Nós também precisamos estar comprometidos em sermos igrejas que sempre estão sendo reformadas de acordo com a Palavra de Deus.

Certa vez, quando eu estava ensinando em um seminário sobre puritanismo em uma igreja de Londres, eu mencionei que os sermões puritanos às vezes duravam duas horas. Diante disso, uma pessoa perguntou, "Quanto tempo sobrava para a adoração?" A suposição era de que ouvir a palavra de Deus pregada não constituía adoração. Eu respondi que muitos cristãos protestantes ingleses teriam considerado a possibilidade de ouvir a palavra de Deus no seu próprio idioma e de responder a ela nas suas vidas como a parte essencial da sua adoração. Se eles teriam tempo para cantar juntos seria comparativamente de pouca importância.

Nossas igrejas têm que recuperar a centralidade da Palavra na nossa adoração. Ouvir a Palavra de Deus e responder a ela pode incluir louvor e ações de graças, confissão e proclamação, e qualquer destas coisas pode vir na forma de canções, mas nenhuma delas precisa ter essa forma. Uma igreja construída sobre a música – seja qual for o estilo - é uma igreja construída sobre a areia. Pregar é o componente fundamental do pastorado. Ore por seu pastor, para que ele se dedique a estudar Bíblia rigorosa, cuidadosa e seriamente, e para que Deus o conduza na compreensão da Palavra, na aplicação dela à sua própria vida, e na aplicação dela à igreja (veja Lucas 24:27; Atos 6:4; Ef. 6:19-20). Se você é um pastor, ore por estas coisas para si mesmo. Ore também por outros que pregam e ensinam a Palavra de Deus. Finalmente, ore para que nossas igrejas assumam um compromisso de ouvir a Palavra de Deus pregada expositivamente, de forma que os rumos de cada igreja sejam crescentemente moldados pela agenda de Deus expressa nas Escrituras. O compromisso com a pregação expositiva é uma marca de uma igreja saudável.