| Dia do Senhor 5 - Rev. Alexandrino Moura | | |
| Domingo 07 de Agosto de 2011 | |
| Leitura: Ezequiel 18.1-20. Pr. Alexandrino Texto: Domingo 5. Leitor de sermão: Pb. Clécio Nunes Amados irmãos no Senhor Jesus Cristo. Na semana passada nós vimos como o homem se comportou diante de Deus. Ele foi acusado de não conseguir cumprir a lei. Mas, ele tentou escapar da pena e jogou a culpa em Deus. Ele disse que era injusto o que Deus estava exigindo do homem. Já que o homem não consegue cumprir sua lei, então, cobrar dele o que não pode cumprir é injusto. Cobrar um peso que o homem não pode carregar. No entanto, o catecismo refutou o argumento do homem apontando para o paraíso dizendo: Deus criou o homem de tal maneira que este pudesse cumprir a lei. Deus proveu tudo o que o homem precisava para satisfazer a sua exigência. Ele capacitou o homem com dons que o ajudaria em sua caminhada de obediência aqui na terra. Seria e era fácil para o homem cumprir a sua vontade. Não havia dificuldade. Porém, o próprio homem jogou fora àqueles dons que o capacitava a cumprir as exigências de Deus. Ele não obedeceu a Deus. Não quis ouvir a sua voz. Preferiu ouvir a voz do inimigo declarado de Deus: o diabo. O diabo distorceu as palavras e ele deu ouvido. O resultado foi o pecado no mundo e na sua natureza. O catecismo mostrou que a culpa é dele próprio e o homem pecador entendeu. Ele entendeu que estar em uma posição desfavorável perante Deus e que precisa arrumar o que errou. O homem convencido do seu pecado. Convencido de seu errou e com o orgulho arrasado. Ele reconhece o ensino da primeira parte do catecismo e diz na segunda parte: “Então, conforme o justo julgamento de Deus, merecemos castigo nesta vida e na futura”. Ele sabe que merece a morte eterna. Mas, ele não quer ficar parado. Ele quer se reconciliar com Deus. Quer fazer as pazes. Por isso, ele chega agora como humildade perguntando o que precisa fazer. A pergunta dele é: Como podemos escapar desse castigo e, de novo, ser aceitos por Deus em graça? Isto nos leva ao tema desta manhã. Tema: O Homem Precisa Se Reconciliar Com Deus. 1. Satisfazendo a Justiça de Deus. 2. A Necessidade de Um Mediador. 1. Satisfazendo a Justiça de Deus. Irmãos, quando vamos confessar nossa salvação, não podemos omitir nenhuma parte da nossa miséria. Devemos reconhecer que estamos cheios de pecados. A nossa carne está contaminada com o pecado. Esse mal nos contamina totalmente. Porque nós merecemos o castigo de Deus, não apenas nesta vida, mas na futura também. Então, a primeira pergunta do domingo 5 faz bastante sentido. A pergunta é: “Como podemos escapar desse castigo e, de novo, ser aceitos por Deus em graça?”. O homem está em guerra contra Deus. O homem após a queda não mais é amigo de Deus. Ele agora é considerado inimigo de Deus. Porque não há comunhão entre Deus e o pecador. Porque o próprio homem e o pecado não podem ser separados. O castigo que o catecismo fala é a falta de obediência a Deus por parte do homem. Ele quebrou a ordem de Deus e por isso deve ser castigado por não viver conforme os patrões de Deus. O homem precisa entrar em comunhão novamente com Deus. O catecismo diz o que o homem deve fazer para ser aceito por Deus novamente em graça. A reposta é esta: “Deus quer que sua justiça seja cumprida”. Essa é a exigência de Deus. Em Êxodo 23.7 diz que Deus não inocenta o culpado. Ele cumpre a sua justiça sobre o pecador. A sua lei foi quebrada pelo homem e por causa disso, sua justiça quer castiga-lo. O homem tem que ser obediente à vontade de Deus. Tem que cumprir aquilo que está sendo infiel em cumprir. Deve obedecer prontamente o que Deus exige. Antes que aconteça a reconciliação com Deus, deverá ocorrer a satisfação de Deus. Deus quer que sua justiça seja satisfeita. E o catecismo diz: “Por isso, nós mesmos devemos satisfazer essa justiça”. Não é DEVERÍAMOS, mas é DEVEMOS satisfazer essa justiça. Não é uma possibilidade para cumprir como deveríamos e agora não devemos mais. Ao contrário, nós devemos pagar a justiça para Deus ficar satisfeito conosco. A palavra PAGAR diz exatamente o que deve acontecer. Porque em um pagamento deve ser colocado na mesa exatamente o que foi exigido. Pagamento não fornece direito a ninguém, mas pagamento é um dever de quem estar devendo. É uma obrigação que deve ser quitada. Já no paraíso o homem deveria pagar, satisfazer as exigências da lei. Este pagamento inclui: cumprir totalmente a lei. Nesse cumprimento da exigência da lei podemos destacar a obediência ativa e a passiva. A obediência ativa tem haver com o nosso comportamento. Nós devemos ser obedientes e se esforça para cumprir a lei prontamente. A obediência passiva é a obediência em que devemos nos submeter ao castigo de Deus. Se pecamos, vamos receber a punição e devemos nos colocar debaixo desse castigo. Deus espera este pagamento vir do próprio homem. Desde o inicio Deus espera isto. Quando Adão foi criado Deus já esperava este pagamento. Ele satisfazia a justiça e assim pagava as exigências exigida. Depois da queda ele não pôde mais pagar por causa de sua transgressão e pecado na natureza humana. Mas, nós mesmos podemos satisfazer essa justiça? De maneira alguma. Pelo contrário, aumentamos a cada dia a nossa dívida com Deus. A cada dia a nossa dívida aumenta. Nós pecamos a cada dia e esses crimes são contra a lei de Deus. O homem já inventou tanta coisa para satisfazer a vontade de Deus. Mas o que ele inventou, só faz a culpa a cada dia piorar, pois o homem é obrigado a um pagamento diário total. Cumprir totalmente a lei. Isto, porém, não faz e não consegue fazer. Assim essa dívida aumenta a cada dia. Como diz Mateus 16.26: “Que dará o homem em troca de sua alma?”. O homem está incapaz de cumprir a lei de Deus. Ele não consegue nem se quer cumprir uma parte da exigência. Mas, será que uma criatura, sendo apenas criatura, pode pagar por nós? O catecismo diz que: “Nós mesmos devemos satisfazer essa justiça ou um outro por nós”. Quer dizer que uma criatura pode pagar por nós? A resposta é não. Quando o catecismo fala de um outro, está falando de um outro homem e não de um animal, ou anjo, ou santo. Porque o que Deus quer castigar é o próprio homem por ter transgredido a sua lei e não um animal, ou anjo, por causa da dívida do homem. Como em Ezequiel 18.4 diz: “a alma que pecar, essa morrerá”. O texto fala de responsabilidade diante de Deus. Quem cometer um pecado deve pagar pelo crime cometido. E assim é com o homem. Ele pecou, deve pagar. E também, mesmo que se uma outra criatura pudesse pagar por nós, ela não suportaria o peso da ira de Deus. Não agüentaria tanto castigo. E assim livrar os homens do castigo de Deus. Mas, se não conseguimos cumpri e nem uma criatura pagar a justiça de Deus, como podemos ser reconciliados com Deus? Isso nos leva ao segundo ponto. 2. A Necessidade de Um Mediador. Ficou evidente que o homem não consegue cumprir o que é exigido dele. Ele não consegue satisfazer a justiça de Deus como antes da queda. Ele está incapacitado pelo pecado de satisfazer a justiça de Deus. Ele precisa urgentemente satisfazer essa justiça, senão Deus derramará sua ira sobre ele. Como o profeta Naum no capítulo 1.6: “Quem pode suportar a sua indignação? E quem subsistirá diante do furor da sua ira? A sua cólera se derrama como fogo, e as rochas são por ele demolidas”. O homem não pode suportar a ira do Senhor. Ele precisa de alguém que faça o papel de mediador entre Deus e os homens. Alguém que possa interceder por ele. O catecismo pergunta: Que tipo de Mediador e Salvador, então, devemos buscar? O que faz um mediador? Um mediador é alguém que trabalha para ligar dois ou mais partidos que ofendeu o primeiro partido. Em alguns caso existe a possibilidade que o mediador pede a ambos os partidos para conceder alguma coisa e assim conseguem a reconciliação. Mas entre o Deus ofendido e o pecador que ofendeu não existe a possibilidade de conceder, pois: primeiro, o pecador não tem nada para conceder, ele só tem culpa; segundo, Deus não pode e nem quer deixar cair por terra sua exigência de direito. Ele não faz de conta como se não tivesse visto nada. Esse Mediador não pode ser qualquer uma criatura como: animal ou anjo. A exigência de Deus é que ele seja em primeiro lugar: um homem verdadeiro e justo. Alguém que seja igual a nós. Com a mesma carne e espírito; com a mesma fraqueza, no sentido de ser tentado, ficar doente, sofrer os males deste mundo. Como diz Hebreus 2.14,15: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda vida”. Porém, coma uma grande diferença. Deve ser justo. Em outras palavras: sem o pecado em sua carne. Sem o mal que separa o homem e o torna inimigo de Deus. Que faz com que não haja reconciliação entre o homem e Deus. Ele precisa ser capaz de cumprir a justiça de Deus. Precisa obter a reconciliação a vontade de Deus. Em Hebreus 4.15 diz claramente como deve ser o nosso Mediador. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, MAS SEM PECADO”. Um homem verdadeiro e justo. Em Hebreus 7.26-27 nos ensina mais ainda sobre como deve ser aquele que devemos buscar. O texto diz: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, SANTO, INCULPÁVEL, SEM MÁCULA, SEPARADO DOS PECADORES E FEITO MAIS ALTO DO QUE OS CÉUS, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu”. No Antigo Testamento as ofertas de animais que se ofereciam a Deus, eram sem defeito. Assim deve ser o nosso Mediador: santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus. Que não necessita oferecer sacrifícios pelos seus pecados, porque ele próprio não tem pecado. Assim ele pode entrar no santo dos santos. O santuário celestial em nosso favor. A segunda exigência era que tinha que ser também verdadeiro Deus. Não adiantava nada ser apenas homem verdadeiro e justo. Porque sendo apenas homem, não poderia suportar o peso da ira de Deus. Só sendo verdadeiro Deus é que ele pode suportar o castigo de Deus e assim nos libertar da escravidão do pecado e do poder da morte. Assim será e é nosso fiador. Fiador é aquela pessoa que fica responsável pela dívida que não foi paga e nem o devedor consegue pagar. Assim nosso Mediador ficou em nosso lugar e pagou a nossa dívida. E ele cuida para que nós nunca mais venhamos ofender a Deus. Assim ele é de fato nosso Salvador. Devemos sempre saber que esse Mediador está sempre intercedendo por nós junto ao Pai. Amém. |


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